Fitas originais (entrevistas, rezas, sambas):11 fitas

 

Nº da

fita

Lado Data Cidade Est. Assunto
01 1 23/08/81 São Paulo SP Parque do Carmo – Apresentações folclóricas – banda de pífano, reisado e samba lenço
2 23/08/81 São Paulo SP Parque do Carmo – Apresentações do samba lenço de Mauá
02 1 07/06/83 São Paulo SP Vila das Palmeiras – Entrevista – Dona Guilhermina
2 07/06/83 São Paulo SP Vila das Palmeiras – Entrevista – Dona Chiquinha – casa de Dona Albina(F 1)
03 1-2 07/06/83 São Paulo SP Vila das Palmeiras – Entrevista – Dona Chiquinha – casa de Dona Albina (F 2)
04 1 São Paulo SP Vila das Palmeiras – Entrevista – Chiquinha – casa de Dona Albina
2 São Paulo SP Vila das Palmeiras – Entrevista –de Dona Albina (F 3)
05 1 21/06/83

23/06/83

São Paulo SP Entrevistas – Dona Aparecida; Dona Nenê
2 23/06/83 São Paulo SP Entrevista – Dona Nenê (cont.)
06 1 25/06/83 São Paulo SP Entrevista – dona Zila (do Batuque)
07 2 25/06/83 São Paulo SP Vila das Palmeiras – Festa de São João na casa de Dona Guilhermina – terço e rezas cantadas (F 1)
08 1-2 25/06/83 São Paulo SP Vila das Palmeiras – Festa de São João na casa de Dona Guilhermina – terço e rezas cantadas – cont. (F 2)
09 1-2 25/06/83 São Paulo SP Vila das Palmeiras – Festa de São João na casa de Dona Guilhermina – rezas cantadas e Samba-lenço (F3)
10 1-2 25/06/83 São Paulo SP Vila das Palmeiras – Festa de São João na casa de Dona Guilhermina –  Samba-lenço (F 4)
11 1-2 25/06/83 São Paulo SP Vila das Palmeiras – Festa de São João na casa de Dona Guilhermina – rezas cantadas e Samba-lenço (F5)

 

1977 fita 058 Festa de São Benedito na casa de Dona Guilhermina – Vila das Palmeiras São Paulo, SP, 14/05/1977 (Fita 2)


SINOPSE

Esta é a segunda fita, contendo reza cantada dentro de casa, Rezou-se o terço para São Benedito, tendo como vozes principais a de  Dona Aparecida, acompanhada pelas Dona Albina, Dona Chiquinha, Dona Guilhermina, a festeira, e também, as vozes de Dona Mariquinha e Nino, filhos de Dona Guilhermina. Exemplificam bem o cantochão existente em várias comunidades tradicionais, com algumas palavras em latim.

As gravações desta fita foram feitas em espaço fechado dentro da sala.

 

TRANSCRIÇÃO

 

Lado A

 

1 –  (0:12- 1:07)

Seja bendito/ seja louvado

Corpo de Cristo / sacramentado

Sacramentado / na eucaristia

Na eucaristia / ave Maria

 

Terço

2 – (2:55 – 4:17)

Ô Maria / concebida

Concebida/ sem pecado

Rogai a Deus por nós ai como nós rogamos a vós

 

Quem soubera /  quem é Maria

Dela nunca / esqueceria

É na vida e é na morte ela seja a nossa guia (bis)

 

terço (quarto Mistério)

3 – (5:20 – 7:27)

Ob,: Cantochão com palavras em latim. Foi transcrito como se ouve.

Glória patri e é do Filho é do Espírito Santo

Que por ele em princípio

É de nunca e sempre

E de século seculorum amém

Amado Jesus José e Joaquim

Ana e Maria

Eu vos dou

Meu coração

E na hora e dia

Acedei com piedade

E na última agonia

 

Terço (Quinto Mistério)

 

4 – (8:46 – 13:41)

 

Eu adoro o meu Jesus

Desde a hora que nasceu

E a hóstia consagrada

Misericórdia meu Deus

Misericórdia Senhor

Misericórdia eu vos peço

OBS.: Só transcrevi o trecho inicial

 

Terço

Oração a São Benedito  (16:00 – 19:00) pedindo proteção

Ainda não foi transcrita

 

5 – (20:10 – 23:17)-transcrição está diferente da fita nessa posição

Ofereço este terço

E esta oração

Que rezamos agora

Pra São Benedito

Que rezamos nesta hora

Ao meu São Benedito

 

Seja toda hora

Seja todo dia

Conservai na frente dela

A estrela da guia

Conservai na frente dela

A estrela da guia

 

6 – (23:18 – 24:59)

Vosso terço está rezado / Sua missão está cumprida (bis)

Vosso terço está rezado / ai meu Deus/ o rosário de Maria (bis)

 

7 – (25:00 – 26:00)

 

Vivas a São Benedito, Nossa Senhora da Aparecida e outros

Uma salva de palmas para Santa Isabel!

Louvado para sempre amém Jesus

Rezam agora para Nossa Senhora da Aparecida

Salve Rainha em responso, alternando-se vozes femininas e masculinas

Oração a ossa Senhora Aparecida

 

8 – (30:44  – fim da fita)

Inicia o canto a São Sebastião que continua no lado B

 

Lado B

 

9 – (0:49 – 1:35)

São Sebastião / Marco celeste

Livrai-nos da peste / da fome e da guerra

Voltamos a Deus / com todos cuidado

Para merecer-me / e ser dele alembrado

 

10 – (01:49 – 04:35)

Santa Luzia quando andou no mundo (bis)

Aonde ela passou deixou uma fonte (bis)

Os anjos desciam / beber água nela (bis)

Sempre as estrelas / Senhora tão bela (bis)

Ajoelhado vai de passo (bis)

Leva esta reza ao Senhor dos Passos (bis)

 

11- (04:58 – 06:04)

Chegamos e beijamos / em tão boa hora (bis)

Beijamos Jesus / e Nossa Senhora  (bis)

A Nossa Senhora da Piedade (bis)

É a estrela do Norte / e  da virgindade (bis)

Fita 59 – Festa de São Benedito – Batuque na casa de Seu Ageu

Barueri, 21/05/77


 

Anotações em caderneta

21/05 – Barueri

Contextualização

Marcos e eu fomos com dois amigos, Maria Lúcia Montes e Kevin, a convite de Dona Albina. Fiz as fotos. Marcos gravou. Fiz anotações na caderneta, que também contém anotações de Maria Lúcia e do Marcos. Há informações sobre o lugar, frases ditas por pessoas presentes, além de nomes e endereços. Reuni algumas informações da caderneta com a transcrição feita com a nova digitalização. Há algumas interferências que prejudicam o entendimento de algumas modas.

Para quem não conheceu o batuque de antigamente, preciso dizer que era dançado apenas por pessoas de idade, residindo em várias cidades paulistas: São Paulo, Tietê, Piracicaba, Sorocaba, Laranjal, Barueri. Tinham uma espécie de Sociedade e, quando eram convidados para alguma festa, avisavam os companheiros dos vários lugares.

Informações sobre o lugar anotadas na caderneta:

Descer na Estação, pegar a rua que dá na ponte do rio, depois chegar na Igreja, subir rampa à esquerda.

Falta escanear mapa manuscrito  e inserir aqui

Marcos anotou pedaços de frases de Seu Ageu sobre sua infância:

 

Ageu: “Passei a mão ni mim mesmo… no meu trapiche” (sobre fuga de casa)

“A uma hora depois da meia-noite”.

A madrasta: “Madrasta que o diabo arrasta”.

 

Fiz anotação de nomes e alguns endereços

Sr. João do Carmo (o que não dança)

Antonio Dias (o mais velho da sociedade)

Piracicaba – Sr. Alvelino

De chapéu Sr. Roberto do Porto

Piracicaba – Dona M, Benedita dos Santos

Dona Inocência (blusa cor-de-rosa)

Na caderneta de campo, além de anotar algumas letras do batuque, enquanto os batuqueiros estavam ensinando a moda para os homens, fizemos a descrição quase total da dança.

São feitas duas filas. A dos homens está próxima dos tocadores de tambú, quinjengue e matraca e cantadores. Os homens aprendem  a moda e vão até as mulheres. (É a primeira viagem para se conhecerem). Depois as mulheres vão seguindo os homens até a fila deles para aprender a moda. Em seguida, os homens saem de novo em fila, acompanhando as mulheres e no local onde estão de novo em fila, dão umbigada nas mulheres e voltam para seus lugares.  A fila das mulheres se desloca até a dos homens  e ali dançam, dando umbigada. Assim segue a dança: os homens se deslocando até as mulheres e elas os acompanhando até a deles, fazendo assim várias viagens.

Na primeira vez que se deslocam vão todos. Depois parece ser à escolha. Por exemplo. Saem os pares: dois homens vem, Depois duas mulheres vão.

Maria Lúcia escreveu na caderneta:

A canção é  “cozinhada” entre os batuqueiros. Todos saem e vão “ensinar” as mulheres. Voltam, de costas, batendo os guiás e as mulheres vão junto. Não dão a embigada. Voltam de costa, e os homens seguem (alguns, apenas) e dão a umbigada. As mulheres escolhidas saem e escolhem seus pares na fila dos homens.

 

A anotação de alguns versos que auxiliaram a transcrição de áudio, que segue:

TRANSCRIÇÃO

Reza cantada (00:01 – 06:43)

1 – (00:01 – 02:19)

Oi viva São Benedito (bis)

Oi viva São Benedito (bis)

Oi viva oi viva São Benedito (bis)

Oi vamos cantar um viva

Oi viva oi viva São Benedito

Oi viva oi viva São Benedito (bis)

 

2 – (02:19 – 03:29)

Oi viva viva São Benedito (bis)

Vem socorrer meus irmão aflito (bis)

Oi viva oi viva São Benedito…

 

3 – (03:00 – 05:13)

Eu não sei rezar (bis)

O meu coração é só pra te adorar (bis)

Eu não sei rezar (bis)

Mãezinha do céu eu quero encontrar

Eu quero encontrar contigo lá no céu

Mãezinha do céu eu quero encontrar

Eu quero encontrar contigo lá no céu

Seu manto é azul seu véu é tão branco

É a Nossa Senhora que vem pra nós adorar

 

[…]

OBS.: Faltou transcrever um canto de procissão

 

Batuque (06:44 –

 

1 – (06:50 – 09:55)

u montava em burro brabo / até de cara pra trás (bis)

Ai meu tempo de criança

Agora  não volta mais

Ai  meu tempo de criança

Agora  não volta mais

Eu montava…

 

2 – (09:55 –  10:41)

Só instrumentos (confuso)

 

3 – (10:42 –  12:20) [10:42 –  13:18]

 

Ê Ageu nós rezamo todo dia

Pra você gozar saúde

Junto com  sua família

 

Nós viemo de São Paulo

Pra dançar em Barueri

 

Ê Ageu nós rezamo todo dia…

 

4 –  (13:41 – 15:10)

Ê Ageu Ageu Ageu

Sua estrela brilhou no céu

Na sua horta choveu

 

A sua promessa tá cumprida

Vamos dar graças a Deus

 

5 –  (15:11 –  17:00)

Papagaio controlando

 

Ninguém viu o que eu vi hoje

Lá na Cidade Jardim

Papagaio controlando

A companheira do chupim

 

O tico-tico ficou bravo

Ele foi falou assim

Que o mundo dá muita vorta

Você vai precisar de mim

 

OBS.: Em certo momento alguém diz “a batida corrida é melhor”

 

6 – (17:00 – 17:55)

 

São Benedito poderoso

Com seu afiado no braço

Proteção do mundo inteiro

Proteção dos nossos passo

Livra nós dos inimigo

Livra nós dos embaraços

 

7 – (18:00 – 20:10)

Muito confuso

 

8 – (20:17 – 22;00)

 

Um minuto de silêncio

Nosso amigo que morreu

Um minuto de silêncio

Nosso amigo que morreu

 

Nosso amigo João Marmanjo

Foi co’os anjos foi com Deus

Nosso amigo João Marmanjo

Foi co’os anjos foi com Deus

 

 

9 –  (22:08 – 23:21)

Aê aê

Ê maninho

Mas ninguém abre a minha porta

Mas ninguém fecha o meu caminho

 

Aê aê

Ê maninho

Todo o mundo me vê só

Mas eu nunca tô sozinho

 

10 – (23:22 – 24:27)

 

Ê Ageu ê Ageu

Todo mundo me consola

Pra eu não ficar sozinho

Todo mundo me consola

Pra eu não ficar sozinho

 

Ninguém abre a minha porta

Ninguém fecha o meu caminho

Ninguém abre a minha porta

Ninguém fecha o meu caminho

 

11 – (24:28 –

 

Que mulher  é aquela

Ô Maria mulata

Seu carinho me consola

Seu coração que me mata

[…]

 

12 – (26:40 – 27:00)

 

Difícil de  transcrever

 

13 – (27:16 – 27:35)

 

Eu nasci em Jumirim

Minha cidade natá

Fui registrado e batizado

Ô morena

Na cidade Laranjá

 

14 – (27:36 –

 

Até hoje não sei o que aconteceu

Até hoje não sei o que aconteceu

 

Mas o homem que é mandado por mulher

Não pode fazer o que quer

Não ???

 

Alguém diz: É corrido!

 

15 –  (31:00 –

 

 

Ê Gabriel ê Gabriel

 

Paixão se cura com a morte

 

[…]

 

Lado B

 

16 – (0:10 –

 

[…]

… preso na cadeia

Eu tenho a justiça divina

que é o meu advogado

 

Conversa com sambadoras no intervalo.

Explicam como fazem para juntar os  sambadores que moram em muitas cidades. Está muito difícil de transcrever. Não se denominam batuqueiros, mas sambadores e sambadoras.

Isto porque é um samba que se diferencia dos outros pela umbigada.

 

O lado B só tem 6 minutos gravados, com muita interferência.

 

 

OBS.:

Na caderneta, anotei a seguinte moda que não foi gravada:

 

Quando eu cheguei na ponte

Na entrada da cidade

Inocente eu pensava

Que tudo isso era verdade

Mais tudo isso não passava

De uma grande farsidade

 

 

 

O batuque, também conhecido como tambu ou samba de umbigada, e o samba lenço, aqui apresentados, são formas de expressão afro-brasileiras. Na época em que foram feitos os registros (1976-1983), eles ocorriam em poucas comunidades negras de cidades do estado de São Paulo: região de Piracicaba, Sorocaba e Lençóis Paulista, em cidades próximas da capital (Mauá, Barueri) e em bairros paulistanos no entorno da Freguesia do Ó (Vila das Palmeiras, Vila Carolina) e do Bairro da Casa Verde (veja a galeria de fotos). Convivemos mais com os batuqueir(os)as e sambador(es)as que mantinham contato com as quatro irmãs, Guilhermina, Aparecida, Albina e Chiquinha (ver fotos abaixo), verdadeiras matriarcas negras, detentoras de saberes e fazeres do catolicismo popular, batuque e samba lenço, residentes na Vila das Palmeiras e bairros próximos à Freguesia do Ó, São Paulo, capital. Com elas viajamos para Mauá, para Olímpia e conhecemos Seu João, Dona Nenê, Isaura, Dona Sebastiana, José Mauro, tocador do bumbo 7 léguas, que morreu muito jovem, mas tornou-se, desde cedo, uma referência do samba lenço de Mauá.

Dona Guilhermina, a mais idosa das quatro fazia anualmente uma festa em sua casa no dia treze de maio. Era uma Festa de São Benedito com procissão pelas ruas vizinhas, terço cantado e samba (batuque e samba lenço). Antes, segundo ela, fazia-se uma espécie de teatro de rua em que se encenava a libertação dos escravos. Quando a conhecemos, a festa consistia na procissão, terço cantado e, eventualmente o samba (batuque e samba lenço).

Os registros aqui apresentados mantêm a estrutura das festas em que ocorreram, isto é, antes da dança coletiva, o acompanhamento de procissões, terço com rezas cantadas, vivas… para depois começar o samba. Nos intervalos, ora estão ensaiando novos sambas, ora cantando modas do batuque.

De costas Dona Guilhermina [clique para ampliar e fechas as imagens]

batuque cvF1000001

No centro Dona Albina e a direita Dona Aparecida

batuque cvF1000006


Catálogo da Coleção

 Amostras de registros retirados de:

1) Reza cantada e batuque festa  de seu Ageu, Barueri, SP, 21 maio de 1977 (fita 059)

2) Reza cantada e Batuque após Dança de Santa Cruz. Comunidade negra do Cafundó. Sorocaba, 13 maio de 1978 (fita 063)

3) Reza cantada e samba lenço. Festa de São João na casa de Dona Sebastiana. Mauá, 24 jun. 1978 (fita 66 e 67)

Amostras:

“Samba-lenço-Faz muito tempo que esse bumbo não trabaia-FITA-066-A”

Porteira nova tem arenga no fechar
Porteira nova tem arenga no fechar
Tourinho novo quando berra quer mamar
Tourinho novo quando berra quer mamar

Faz muito tempo que esse bumbo não trabaia
Faz muito tempo que esse bumbo não trabaia
Bate co’o bumbo como as muié faz co’as saia
Bate co’o bumbo como as muié faz co’as saia


Galeria de imagens:

 

TRANSCRIÇÃO

Fita 057 –  A Festa de Treze de Maio na casa de Dona Albina – Festa de São Benedito

Vila das Palmeiras – São Paulo, 14/05/1977


 

Contextualização

Esta é a primeira gravação que fizemos na casa de Dona Guilhermina. Marcos e eu fizemos algumas fotos e gravamos duas fitas. Não houve samba nem batuque, só a reza em cumprimento de promessa de Dona Guilhermina. Esta promessa era cumprida sempre no dia de São Benedito ou próximo ao dia 13 de maio. Era um acontecimento, que reunia parentes e amigos.

Neste dia, gravamos reza durante a procissão e na casa, a reza do terço seguida de reza cantada, um tipo de cantochão litúrgico que foi apropriado por comunidades tradicionais.

Quem rezava o terço era Dona Aparecida, acompanhada pelas Dona Albina, Dona Chiquinha, Dona Guilhermina, a festeira, e todos os presentes. Destacam-se também, nas gravações, as vozes de Dona Mariquinha e Nino, filhos de Dona Guilhermina. Na procissão Nino é o fogueteiro, que anuncia a saída, o percurso e o retorno à casa onde se festeja São Benedito.

Não sei o efeito que podem provocar estas rezas cantadas para quem não vivenciou as festas de comunidades negras de décadas atrás. As vozes se casavam cantadas na sala, na rua ou nos quintais e dominavam o espaço, parecendo subir às alturas. Pareciam que atravessavam limites de tempo e espaço, com todos participando; velhos, adultos, jovens e crianças. Os mais velhos, detentores dos saberes, eram respeitados, reverenciados e preparavam, desde cedo, seus futuros seguidores.


 

Sinopse

A gravação desta fita foi feita a partir de dentro da casa; em seguida, durante a procissão que percorreu as ruas nas imediações da casa de Dona Guilhermina.


 

Ave Maria

Invocação a vários santos São Benedito, Nossa Senhora  Aparecida, São Sebastião rogai por nós …

Ladainhas e rezas cantadas durante a procissão

 

1 –  Estava Deus no trono [1:25 – 6:0]

Estava Deus no trono/ De cima clamando  (bis)

Chegou o pecador / Suas culpa chorando   (bis)

Eu bem sei senhora / quem foi o culpado  (bis)

Pede a Deus clemência / serás perdoado   (bis)

 

2 – Santa Luzia  [6:40 – 9:29]

Santa Luzia / quando andou no mundo   (bis)

Aonde ela passou / deixou uma fonte      (bis)

Anjo descia / beber água nela                    (bis)

Entre as estrelas / senhora donzela           (bis)

Ajoelhado / vai de passo a passo               (bis)

Leva esta reza / ao Senhor dos Passos      (bis)

 

3 – Onde vais meu bom Jesus  [ 9:30 – 13:40]

Onde vais meu bom Jesus / que de todos é mais amado    (bis)

Entre maus e bom ladrão / ele foi crucificado       (bis)

O sol entra na vidraça/ e sai sem tocar nela (bis )

É como a Virgem Maria / deu a luz ficou donzela      (bis)

 

Onde vais meu bom Jesus / que ficou …….    (bis)

Entre maus e bom ladrão / ele foi crucificado       (bis)

O sol entra na vidraça/ e  sai  sem tocar nela        (bis)

É como a Virgem Maria / deu a luz ficou donzela      (bis)

 

Ofereço esse bendito / a São Pedro e a Jesus

Que o leve a eterna glória / para sempre amém Jesus

 

4 – Bendito louvado seja  [13:00 – 14:00]

Bendito / louvado seja (bis)

e o santíssimo sacramento    (bis)

Os anjos / todos os anjos       (bis)

Louvem a Deus / para sempre amém   (bis)

 

5 – São Benedito  a sua manga cheira [14:44 – 22:49]

São Benedito / a sua manga cheira  (bis)

A cravo e rosa / a flor da laranjeira   (bis)

Que santo é aquele / que vem no andor  (bis)

É São Benedito e Nosso Senhor   (bis)

 

São Benedito  a sua manga cheira  (bis)

A cravo e rosa / a flor da laranjeira   (bis)

Que santo é aquele / que vem na charola   (bis)

É São Benedito / e Nossa Senhora  (bis)

 

São Benedito  a sua manga cheira  (bis)

A cravo e rosa / a flor da laranjeira   (bis)

Que santo é aquele / que vem no jardim   (bis)

É São Benedito / e São Serafim  (bis)

 

São Benedito  a sua manga cheira  (bis)

A cravo e rosa / a flor da laranjeira   (bis)

Que santo é aquele / que vem acolá  (bis)

É São Benedito / que vem festejá   (bis)

 

São Benedito  a sua manga cheira  (bis)

A cravo e rosa / a flor da laranjeira   (bis)

Que santo é aquele / que vem lá no barco   (bis)

É São Benedito / vestido de branco

 

São Benedito  a sua manga cheira  (bis)

A cravo e rosa / a flor da laranjeira   (bis)

São Benedito / é o santo dos preto   (bis)

Fala na boca / arresponde no peito  (bis)

 

São Benedito / a sua manga cheira  (bis)

A cravo e rosa / a flor da laranjeira   (bis)

São Benedito / eu vou me deitar   (bis)

Quando for a hora/ vós vem me acordar  (bis)

 

São Benedito  a sua manga cheira  (bis)

A cravo e rosa / a flor da laranjeira   (bis)

Meu São Benedito / já foi cozinheiro   (bis)

Agora é o santo de Deus verdadeiro  (bis)

 

São Benedito  a sua manga cheira  (bis)

A cravo e rosa / a flor da laranjeira   (bis)

 

6 – Eu vou no campo de Sant’Ana   [22:50 – 25:00]

Eu vou no campo de Sant’Ana / vou louvando a Maria mãe de Deus  (bis)

Maria mãe de Deus / Maria mãe de Deus

Senhora Sant’Ana / rainha do céu

Maria mãe de Deus

Maria mãe de Deus / Maria mãe de Deus

Senhora Sant’Ana / rainha do céu

Maria mãe de Deus

 

7 – São Sebastião poderoso (25:04 – 27:09)

São Sebastião poderoso

…………… (?) consagrada

E a Santa Gertrudes /Que é a nossa advogada

 

Salvai os mortos / levantai os doentes

Livrai-nos da peste /  ……………………………. (?)

 

8 – Bendito de Santa Luzia (27:00 – 01:00 LB)

 

Bendito louvado seja / pelas dores de Maria  (bis)

Lá no céu ela foi cega/ senhora Santa Luzia (bis)

Quando ela subiu pro céu / ai que prazer ela sentia (bis)

Lá no céu ela foi cega/ senhora Santa Luzia (bis)

 

Quando ela perdeu as vistas / que dor ela não sentia  (bis)

Com a pena se curavam / os olhos de Santa Luzia (bis)

 

Bendito louvado seja / pelas dores de Maria  (bis)

Lá no céu ela foi cega/ senhora Santa Luzia (bis)

 

Quando ela tornou a vista / que enxergou a luz do dia   (bis)

Com pratinhos se aparavam / os olhos de Santa Luzia  (bis)

 

Bendito louvado seja / pelas dores de Maria  (bis)

(Fim do Lado A)

 

Lado B
continua o Bendito de Santa Luzia

Lá no céu ela foi cega/ senhora Santa Luzia (bis)

Arrastaram um pobre cego / com tamanha infantaria (bis)

Socorrei com seus milagres / senhora Santa Luzia (bis)

 

9 – Quando a luz balanceou [01: 02 –  05:23]

Quando a luz balanceou / todo povo admirou (bis)

Não se admire povo / que esta cruz é de valor (bis)

 

Mas que santa é aquela/ ai que vem no braço da cruz (bis)

Aquela é  Santa Verônica / do coração de Jesus (bis)

 

Quando a cruz balanceou…

 

Ai que santa é aquela / ai que vem no braço da cruz (bis)

Aquela é a Santa Verônica / do coração de Jesus (bis)

 

Ofereço este bendito / ao Senhor daquela cruz (bis)

Quem não quer entrar na glória / para sempre amém Jesus  (bis)

 

10 –  Visita de Santa Tereza  [05:24 –  08:00]

Encontrei(?) Santa Tereza / a visitar Nossa Senhora (bis)

Senhora que estás fazendo / uma missa estou dizendo (bis)

 

(A)levantei Nossa Senhora / que seu filho estão levando

Com uma corda no pescoço / que por ela vão puxando

(A)levantei Nossa Senhora / que seu filho estão levando

Com uma corda no pescoço / que por ela vão puxando

 

Todas mães que tiver filho / venha me ajudar chorar

Aquelas que não tivera / não tem pena nem pesar

Todas mães que tiver filho / venha me ajudar chorar

Aquelas que não tivera / não tem pena nem pesar

 

11 – Senhora Sant’Ana [ 08:12  – 12:08]

 

Senhora Sant’Ana / em cima do monte (bis)

Aonde ela passa / deixa uma fonte (bis)

Que água tão doce / que fonte tão bela  (bis)

Aonde os anjos passa / bebe água nela  (bis)

 

Senhora Sant’Ana / vamos a Belém (bis)

Junto com Jesus / Maria também  (bis)

 

Senhora Sant’Ana / me deis uma esmola (bis)

Filha da minha alma / te darei a glória  (bis)

 

Senhora Sant’Ana / que vem de Belém

Junto com Jesus / para sempre amém (bis)


 

OBS.: A partir daqui o som está bem distorcido e optamos por colocar apenas as trancrições, caso deseje acessar os arquivos completos entre em contato conosco.


12 – O Senhora da Piedade [12:16 – 15:00]

O Virgem Senhora da Piedade / O Virgem Senhora da Piedade (bis)

Livrai nós das penas / das enfermidades  (bis)

Das enfermidades / das incompreensão (bis)

Abrandai as dores / desse coração (bis)

Coração ingrato / ingrato  traidor (bis)

Diringindo os passos / de Nosso Senhor (bis)

De Nosso Senhor / de Jesus também (bis)

Levai nós à glória / para sempre amém (bis)

 

13 –  Bendito louvado seja [15:01 – 17:50]

Já transcrito antes.( Ver 4)

 

14 – Abre a porta povo que lá vem Jesus [17:55 – 20:47]

Abre a porta povo / que lá evem Jesus (bis)

Jesus vem cansado / com o  peso da cruz (bis)

Vem de porta em porta / vem de rua em rua  (bis)

Meu Deus da minha alma / Sem culpa nenhuma (bis)

 

15 – Deus vos salve  cruz bendita [20:48 – 25:00]

 

Deus vos salve o cruz bendita (bis)

Que está no campo sereno (bis)

Onde foi crucificado (bis)

O Bom Jesus de Nazareno (bis)

 

Deus vos salve  o casa santa (bis)

Onde Deus fez a morada (bis)

Aonde mora o cálix bento (bis)

E a hóstia consagrada (bis)

 

Deus vos salve o cruz bendita (bis)

Que está no campo sereno (bis)

Onde foi crucificado (bis)

O Bom Jesus de Nazareno (bis)

 

Deus vos salve  o casa santa (bis)

Aonde Deus fez a morada (bis)

Aonde mora o cálix bento (bis)

E a hóstia consagrada (bis)


De volta à casa Dona Aparecida comanda a reza na sala, seguida por suas irmãs e demais presentes. Há também uma reza cantada que parece um lamento.

Depois vem os vivas, que não foram gravados. O som está muito distorcido, no Lado B.